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Enrolação da Fenaban contamina a negociação da primeira mesa do Banrisul

Preste muita atenção no uso que os representantes nomeados pela diretoria para negociar pelo Banrisul fazem do verbo “pretender”. É o verbo que a diretoria do Banrisul conjuga e que levou para a primeira mesa de negociação na segunda-feira, 6/8, na sede da Fetrafi-RS, quando questionada reiteradamente se tinha proposta para apresentar e se garantia a renovação do acordo coletivo anterior enquanto o novo não era assinado. O verbo pretender é fundamental para entender as justificativas e às ausências reiteradas de respostas às perguntas dos colegas do Comando Nacional dos Banrisulenses. Para a insistência do Comando, diga-se. Pois esse verbo define o sentimento com a primeira primeira mesa: frustração. Além disso, podemos dizer que a mesa de negociação da Fenaban, cheia de enrolação, não só contaminou o primeiro encontro, como sinalizou à estratégia a ser adotada pelo Banrisul. Pretender esperar é o tema, mas aceita marcar nova mesa de negociação. Ela será  na sexta-feira, 10/8, a partir das 11h, na seda da ASBANCOS em Porto Alegre.

Nessa de que o Banrisul “não pretende retirar direitos”, “pretende preservar direitos” e “pretende esperar a Fenaban”, o Comando Nacional dos Banrisulenses decidiu fortalecer agenda de mobilização. Antes de acompanhar a próxima reunião, na sexta-feira, 10/8, a partir das 11h, na Associação dos Bancos do RS (ASBANCOS), no Centro de Porto Alegre, os Banrisulenses estão convocados a participar da assembleia de avaliação da proposta da Fenaban, na quarta-feira, 8/8, às 18h, na Casa dos Bancários (Leia aqui). Lembrando que a assembleia também será o espaço de organizarmos e decidirmos participar do Dia do Basta, Dia Nacional Luta convocado pelas Centrais Sindicais em defesa dos direitos dos trabalhadores na sexta-feira, 10/8.

Banrisulense, vamos pressionar por proposta decente

Calendário de mobilização dos Banrisulenses

Assembleia

Quarta-feira, 8/8: 18h: Banrisulense, venha participar da assembleia de avaliação da proposta da Fenaban, na Casa dos Bancários, e decidir como será sua mobilização para acompanhar a segunda mesa de negociação com o banco.

2ª mesa de negociação

Sexta-feira, 10/8: 11h: No Dia do Basta das centrais sindicais, vamos acompanhar em vigília a segunda mesa entre o Comando Nacional dos Banrisulenses e os representantes nomeados pela direção do Banrisul.

ASBANCOS (Associação dos Bancos do RS) – Rua dos Andradas, 1.234 – 17º andar – Centro Histórico de Porto Alegre

Vamos para a vigília para ajudar na pressão ao Banrisul!

De qualquer modo, para os Banrisulenses, o dia 10/8, a próxima sexta-feira, será de vigília. Enquanto o Comando Nacional dos Banrisulenses negocia ou aguarda alguma proposta da diretoria do Banrisul, uma vigília será montada na Rua dos Andradas, centro histórico de Porto Alegre. Se no chão, a participação e a mobilização devem fazer a diferença, 17 andares acima, na sede da ASBANCOS, o Banrisul será instado a apresentar proposta, a dizer a que veio.

O secretário-geral do SindBancários e funcionário do Banrisul, Luciano Fetzner, salienta a importância da participação neste momento. Primeiro na assembleia, a partir das 18h, na Casa dos Bancários. Uma das lamentações do banco foi dizer que “pretende” por causa da crise que começou em 2011. “Viemos enfrentando a crise, que na minha opinião começou em 2008 e não em 2011, com o trabalho de todos os colegas do banco. É cada vez mais duro, mais cobrado o trabalho dentro das agências e no Banrisul inteiro. Insisto com a importância da rapidez na resposta para trazer sugestões para dialogarmos com os colegas. Para os colegas, tatear sobre nada é difícil. É preciso que haja uma proposta para construir entendimento e levar a bom termo essa negociação”, detalhou Luciano.

Cautela e serenidade

É preciso conhecer o contexto político para entender as evasivas da diretoria do Banrisul na voz do porta-voz nomeado pela diretoria, o Superintendente Executivo da Unidade de Gestão de Pessoas, Gaspar Saikoski. Ele evocou o momento do país, a importância de manter o Banrisul público ante um dono (o Estado) com sérias dificuldades financeiras e aquilo que os representantes dos trabalhadores vêm discutindo e alertando. É preciso que os acordos sejam detalhados e detalhistas nas vírgulas para que não haja ambiguidades, sendo este o legado tenebroso da reforma trabalhista, da Lei 13.467.

Traduzindo a “pretensão” da diretoria

Vamos procurar entender a conversa do Banrisul no contexto da reforma trabalhista. Ora, os banqueiros, se não escreveram, seguraram a mão de quem escreveu a reforma trabalhista. Natural que queiram segurar uma decisão sobre a aplicação da ultratividade, quer dizer, renovar o acordo anterior enquanto um novo não é celebrado. O teto é 31 de agosto, porque dia 1º de setembro, data-base dos bancários, o Acordo Coletivo Nacional e os específicos deixarão de valer. Nesse sentido, o Banrisul faz o mesmo que a Fenaban: enrola na mesa até para estabelecer data, horário e local da segunda mesa de negociação. Quer ganhar tempo numa Campanha Nacional 2018 que começou mais cedo e o Banrisul foi o último dos bancos a abrir negociação.

O diretor da Fetarfi-RS, Carlos Augusto Rocha, procurou deixar claro o objetivo dos trabalhadores diante do discurso do banco. “Temos que deixar claro aqui que o nosso trabalho é um instrumento importante de fortalecimento da economia. No caso do Banrisul, um instrumento de manutenção do caráter público do Banrisul. Não queremos entregar o pouco que temos. Este banco está de pé por força da nossa luta”, pontuou Rocha. “Não estamos pedindo a renovação do acordo. Estamos pedindo que um acordo seja mantido enquanto outro não é assinado”, acrescentou Rocha, referindo-se à ultratividade.

Questão de legado e de sustentabilidade

Acompanhe o raciocínio com base no recente histórico da atual diretoria do banco e a suposta ausência de um legado. Faltaria mesmo um legado, se aquilo que a diretoria prometeu, não cumpriu como foi o caso da migração da Fundação Banrisul de Seguridade Social (FBSS)? Realizou PDVs, vendeu ações do banco e nem acenar com plano de carreira ou mesmo garantir a ultratividade parece haver disposição. “Está na hora de essa administração deixar algum legado. Internamente não deixa nenhum legado. Ou o legado será vender ações do banco? Ninguém é dono de capital aqui. Estamos falando de pessoas assalariadas”, asseverou o diretor da Fetarfi-RS e funcionário do Banrisul, Fabio Alves.

A diretora da Fetrafi-RS e também funcionária do Banrisul, Denise Falkenberg Corrêa, demonstrou que atender as reivindicações dos Banrisulenses numa jornada de sucessivos resultados positivos e recorde de lucro no ano passado é uma questão de sustentabilidade. O acordo, a sua renovação, é fundamental para manter o Banrisul público e fortalecido. “O legado é renovar o acordo. É bom para nós e bom para o banco”, disse Denise.

Por uma resposta decente

Vamos colocar as coisas em seus devidos lugares. Cumprir a Fenaban é uma obrigação de todos os bancos. Parece óbvio, né? Não para a diretoria do Banrisul. Portanto, esperar a Fenaban não é nenhum vantagem ou conquista dos trabalhadores Banrisulenses. Essas conquistas só virão com participação e mobilização. A disputa aqui é entre discursos: o banco acha que está dando vantagens com uma reforma trabalhista que ajudou a escrever. E nós, Banrisulenses, lutamos por trabalho decente.

O alerta é feito pelo assessor jurídico da Fetrafi-RS, o advogado Milton Fagundes. A primeira mesa do Banrisul é preciso dizer claramente traz a luta de trabalhadores que buscam avanços e a diretoria que não quer avançar. Neste acaso, nem mesmo renovar a convenção anterior teve sinalização. “O banco coloca como se cumprir a Fenaban fosse uma vantagem. Isso é uma obrigação do Banrisul. O que acontece é que algumas cláusulas não são cumpridas e são avanços nos bancos públicos”, reafirmou.

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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