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Documentário “Meu Corpo é Político” será tema de debate, com presença de diretora, sobre Consciência Negra no CineBancários

No mês da Consciência Negra, acontecerá, no dia 21 de novembro, às 20h, no CineBancários, com entrada franca, a exibição em pré-estreia do documentário “Meu Corpo é Politico”. Às 19h30, haverá a apresentação da Campanha Nacional Contra a Discriminação. Idealizada pelo Coletivo de Gênero, Raça, Orientação Sexual e Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência (CGROS) da Contraf-CUT. Com o slogan “Não precisa ser para sentir”, a campanha visa informar sobre a importância de levar o debate dos valores humanos à sociedade como um todo. Também é objetivo da campanha sensibilizar e conscientizar os bancários sobre os valores da solidariedade e tolerância, combatendo todo o tipo de discriminação.

Após a exibição do filme, haverá um debate imperdível sobre a presença do negro no movimento ativista LGBTT. A mesa de debate será composta pela diretora do filme, Alice Riff, pelo militante do Nuances, Perseu Pereira, pela artista trans, Gloria Crystal, pelo representante do Coletivo Estadual Bancário de Igualdade Racial, Edison Moura, com a mediação do crítico Roger Lerina.

Sinopse do filme

Meu Corpo é Político” aborda o cotidiano de quatro militantes LGBT que vivem na periferia de São Paulo: Linnda Quebrada, artista e professora de teatro, Paula Beatriz, diretora de escola pública no Capão Redondo, Giu Nonato, jovem fotógrafa em fase de transição, e Fernando Ribeiro, estudante e operador de telemarketing. A câmera de Alice Riff conduz o olhar do espectador pelas narrativas diárias desses personagens para levantar questões sobre temas relevantes do contemporâneo como transgênero, representatividade social e identidade de gênero.

O documentário traz um olhar original sobre o tema ao fugir dos padrões recorrentes e não retratar transgêneros e travestis em situações de violência e prostituição. Em “Meu Corpo é Político” a violência surge em diversas camadas do cotidiano e a luta contra a transfobia onipresente aparece sob forma da resistência representada por atos aparentemente banais como sair de casa, frequentar faculdade, ter emprego, se relacionar e ter momentos de lazer.

A narrativa foi construída conjuntamente com os personagens, por isso a opção de um documentário controlado, no qual as cenas são encenadas por eles próprios a partir da vivência de cada um, em busca desse “corpo político”. O documentário foi filmado no primeiro semestre de 2016 e teve sua estreia mundial em abril de 2017 no Visions du Réel, importante festival de documentários em Nyon, Suíça.

Também foi exibido na Competição de Direitos Humanos do BAFICI – Festival de Cinema Independente de Buenos Aires (estreia latino-americana) e ganhou o Prêmio Olhares Brasil na estreia brasileira no 6º Festival Internacional de Cinema de Curitiba – Olhar de Cinema, no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no DocSP 2017. Recebeu também o prêmio Stajano no 38º Lovers Torino LGBTQI Visions em sua estreia na Itália.

Escrito por Clóvis Victoria

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