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“Dedo na Ferida”: novo documentário de Silvio Tender estreia dia 21/06 no CineBancários

O novo documentário de Sílvio Tendler, “Dedo na Ferida”, de 2017, que estreia no CineBancários no próximo dia 21/06, trata do fim do estado de bem-estar social em um cenário onde a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza a justiça social. Milhões de pessoas peregrinam em busca de melhores condições de vida enquanto o capital aspira a concentração da riqueza em poucas mãos. Neste cenário de tensões sociais, há os que lutam para transformar o mundo levantando temas como os direitos sociais, o desemprego, o mercado e o extremismo.

Vida melhor para todos: sonho interrompido

O diretor trata da interrupção dos sonhos de uma vida melhor para todos, em uma conjuntura onde a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza qualquer alternativa de justiça social. Para traçar um panorama do cenário contemporâneo, foram entrevistados Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças da Grécia; Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil; Paulo Nogueira Batista Jr, vice-presidente do banco dos Brics; o cineasta Costa-Gavras; os intelectuais Boaventura de Sousa Santos (Universidade de Coimbra, Portugal), David Harvey (University of New York, Estados Unidos) e Maria José Fariñas Dulce (Universidade Carlos III, Espanha); os economistas Ladislau Dawbor (PUC-São Paulo), Guilherme Mello (Unicamp) e Laura Carvalho (USP), entre outros pensadores que interferem no mundo contemporâneo.

Recursos planetários na mão de um pequeno grupo

Em nome dos interesses do grande capital internacional, um pequeno grupo comanda o destino dos recursos do planeta. Para o 1% mais rico da população, uma crise nunca deve ser desperdiçada. Quebras de bolsas de valores, estouro de bolhas especulativas e a bancarrota de países que levam famílias para linha da miséria viram uma oportunidade para aumentar o seu capital, seu poder e sua influência. Eles são os donos do poder. Apenas 65 famílias têm, aproximadamente, a mesma riqueza que metade da população mundial. Bancos, seguradoras, fundos de investimento e elites econômicas navegam em uma esfera onde taxas de juros e dívidas de governos são a moeda mais forte.

Posições neoconservadoras

“Dedo na Ferida” discute o retrocesso ideológico e as posições neoconservadoras pautados pelo empobrecimento da classe média, pela falência dos Estados e pelo desemprego. Examina de que forma o capitalismo deixou de ser produtivo para se tornar meramente especulativo, motivado pela aposta na geração de dinheiro fácil. O sistema financeiro, que deveria servir ao propósito de levar recursos dos setores superavitários para os deficitários interessados em investir em produção, abandonou o papel de “atravessador” e se assumiu como fim principal das transações econômicas.

Governos das “sombras”

Os governos nacionais perdem autonomia e passam a lutar contra massas de capital que circulam livremente pelo globo. Grécia, Espanha, Portugal, Brasil e tantas outras nações vêem seus destinos definidos pelos interesses da esfera financeira. Grandes corporações, que, por vezes, detém orçamentos mais robustos do que o de alguns Estados, atuam como um “governo sombra”, guiando políticas públicas que favorecem à maximização de seus lucros.

Consideradas importantes demais para falir, grandes corporações envolvidas diretamente na crise que atingiu o sistema econômico internacional em 2008 não foram responsabilizadas pelo estrago causado na economia produtiva. Operando dentro da lei e socorridas com dinheiro público, seguem acumulando um capital volátil, transnacional, pouco produtivo e guardado em paraísos fiscais. E elas estão prontas para lucrar na próxima crise.

Dedo na ferida

Brasil / Documentário / 2017 / DCP / 90 minutos

Roteiro e Direção: Silvio Tendler

Produção: Maycon Almeida

Fotografia: Lúcio Kodato, Maycon Almeida, Tao Burity

Montador: Francisco Slade

Distribuidora: Caliban Produções

Elenco: Costa-Gavras, David Harvey, Eduardo Tornaghi, Maria José Fariñas

Classificação etária: Livre

Entrevistados

Anderson Marinho Ribeiro, Bruno W. Medsta, Boaventura de Sousa Santos, Costa-Gavras, Celso Amorim, David Harvey, Guilherme Mello, Guilherme Boulos, Gianni Tognoni, João Pedro Stedile,

Keith Cattley, Laura Carvalho, Ladislau Dowbor, Luis Nassif, Maria José Fariñas Dulce, Oscar Oliveira, Raquel Rolnik, Paulo Nogueira Batista Jr, Yanis Varoufakis.

Grade de horários:

*Não abrimos segundas-feiras

21 de junho (quinta-feira)

15h – Travessia + Baronesa

17h – Dedo na Ferida

19h – Dedo na Ferida

22 de junho (sexta-feira)

15h – Travessia + Baronesa

17h – Dedo na Ferida

19h – Dedo na Ferida

23 de junho (sábado)

15h – Travessia + Baronesa

17h – Dedo na Ferida

19h – Dedo na Ferida

24 de junho (domingo)

15h – Travessia + Baronesa

17h – Dedo na Ferida

19h – Dedo na Ferida

26 de junho (terça feira)

15h – Travessia + Baronesa

17h – Dedo na Ferida

19h – Dedo na Ferida

27 de junho (quarta-feira)

15h – Travessia + Baronesa

17h – Dedo na Ferida

19h – Dedo na Ferida

Ingressos

Sessões às 17 h e 19 h a partir do dia 21 de junho. O ingressos podem ser adquiridos por R$ 12,00 na bilheteria do cinema ou no site ingresso.com . Idosos, estudantes, bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados e pessoas com deficiência pagam R$ 6,00. Aceitamos Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.

Escrito por José Antonio Silva

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