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Debate no CineBancários parte de documentário do homem errado morto pela Brigada nos anos 1980

Quem viveu a adolescência ou vida adulta no Rio Grande do Sul na década de 1980, vai se lembrar do dia em que um homem negro foi morto dentro de uma viatura da Brigada Militar. Ou, melhor dizendo, vai lembrar do dia em que um homem negro foi preso injustamente por estar tendo um ataque epilético, foi agredido e colocado numa viatura, com vida, da Brigada Militar. E chegou morto ao hospital. Trata-se d’O CASO DO HOMEM ERRADO, que virou documentário e tem sessão especial seguida de debate na quinta, 22 de março às 19h no CineBancários.

E o debate promete ser quente. Terá a participação da advogada Karla Meura, da produtora executiva Mariani Ferreira, do Major da Brigada Militar Dagoberto Albuquerque da Costa e mediação do jornalista Airan Albino. O diretor da Fetrafi-RSZ e bancário do Itaú, Edison Moura, também participará do debate. O CASO DO HOMEM ERRADO conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, em 1987, em Porto Alegre/RS. O crime

ganhou notoriedade após a imprensa divulgar fotos de Júlio sendo colocado com vida na viatura e chegar, 37 minutos depois, morto a tiros no hospital.

O filme traz o depoimento de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil. Além do caso que dá título ao filme, a produção discute ainda as mortes de pessoas negras provocadas pela polícia.

A Anistia Internacional, inclusive, fala de genocídio da juventude negra devido ao grande número de jovens negros assassinados pelas forças de segurança no País. O filme também apresenta dados atuais sobre essa violência contra a comunidade negra.

O longa-metragem finalizado em maio de 2017 trilha um caminho de sucesso para uma produção independente brasileira. Teve pré-estreia no Capitólio com uma marcha do centro da cidade até ao cinema com o lema “Vidas Negras Importam”. Em agosto de 2017, fez a sua estreia nacional no 45º Festival de Cinema de Gramado. Em novembro, na sua primeira participação internacional em festivais, ganhou o prêmio de melhor filme no 9º Festival Internacional de Cine Latino, Uruguayo.

Ingressos

Custam R$ 12,00. Estudantes, idosos, pessoas com deficiência, bancários sindicalizados e jornalistas sindicalizados pagam R$6,00. Os ingressos podem ser adquiridos no local ou no site ingresso.com . Aceitamos os cartões Banricompras, Visa e Mastercard.

Escrito por Clóvis Victoria

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