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Caixa completa 157 anos de grandes serviços ao Brasil em clima de resistência

Mais do que festejar os 157 anos de bons serviços prestados ao Brasil, o ato – com bolo e música de aniversário – em frente a agência central da Caixa Econômica Federal na Praça da Alfândega, Centro de Porto Alegre, na manhã desta sexta-feira, 12/01, teve um caráter de protesto e reafirmação da luta para manter vivo e atuante o maior banco social do país. “Muitas das pessoas que por aqui passam e usam os serviços da Caixa não têm ideia da importância dela para o povo brasileiro”, destacou o presidente do SindBancários. “Muitos também não sabem que o governo ilegítimo de Temer está promovendo o desmonte do banco. Mas o certo é que nenhum governo vai implementar políticas sociais e econômicas se não tiver instrumentos como a Caixa, o Banco do Brasil ou o nosso Banrisul”, disse Everton Gimenis. “Queremos que a Caixa pública continue festejando seu aniversário de 100, de 200 anos…”, concluiu.

Na mesma linha de valorização das instituições financeiras de caráter público, a municipária porto-alegrense Deise Nunes aproveitou a barraca montada pelo SindBancários em frente a Caixa para assinar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP), que poderá manter a continuação do controle público sobre o Banrisul. “Só os bancos públicos é que garantem o acessos da população às políticas sociais”, disse ela. “Os bancos particulares não são abertos a todo mundo, e só visam o lucro”, opinou.

Temer: pagando o apoio dos golpistas

Empregado da Caixa e diretor do SindBancários, Tiago Vasconcellos Pedroso lembrou que o aniversário – e a luta contra o desmonte da instituição – está espalhada pelo Brasil neste dia 12 de janeiro. Jailson Bueno Prodes, também da Caixa e diretor do Sindicato lembrou que está crescendo a mobilização em defesa dos bancos públicos: “É que neste momento, depois de derrubar o governo legítimo de Dilma Rousseff, Temer promove estes ataques a Caixa e outras instituições públicas para pagar o apoio dos que financiaram o golpe”, assinalou.

A Caixa já habita o imaginário dos brasileiros”, disse a também bancária da instituição e diretora do SindBancários Caroline Soares Heidner. “Ela é a responsável pela bancarização de grande parte da população mais humilde. E só está chegando aos 157 anos porque presta os serviços que a população mais precisa”, afirmou. “O governo de Temer e seus apoiadores querem acabar com a Caixa porque defendem o estado mínimo para o povo e o estado máximo para eles mesmos”, ressaltou.

Saúde/Caixa em perigo

Carol acrescentou ainda que o desmonte gradual da instituição apresenta condições cada vez mais adversas para os empregados realizarem seu trabalho. E finalizou: “A direção do banco quer transformar o Saúde/Caixa num plano impagável para os seus empregados e aposentados. Temos que resistir – e este ano é um ano eleitoral”, recordou.

Bancos irmãos

O secretário geral do SindBancários traçou um paralelo entre a defesa da Caixa em nível federal e a defesa do Banrisul público no âmbito estadual. “São bancos irmãos, e manter a luta para que continuem prestando serviços à maioria da população é um desafio neste 2018 e vai ser também pelos próximos anos”, destacou Luciano Fetzner, enquanto convidava a população e os bancários da Caixa a assinarem a PLIP em defesa do Banrisul.

Se a Caixa fosse deficitária eles não iriam querer privatizá-la”, disse o presidente da CUT-RS. “Mas estão privatizando porque é rentável. E o tal ‘Mercado’ está muito nervoso e para se acalmar eles pretendem continuar tirando o couro dos trabalhadores”, ironizou Claudir Nespolo. Mas não é só o futuro da Caixa que está em jogo, hoje em dia, e sim o futuro do Brasil”, pontuou.

Bolo e refri

O ato, que reuniu dezenas de bancários, sindicalistas, passantes, membros de entidades políticas e até moradores de rua, atraídos pela fatia do bolo de aniversário e um copo de refrigerante, também contou com a presença de diretores da Fetrafi-RS; de Abigail Pereira, vice-presidente estadual do PCdoB; Guiomar Vidor, da CTB e de Beto Aguiar, representante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM).

Escrito por José Antonio Silva

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