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BNDES se compromete a apresentar proposta a empregados ainda nesta quinta-feira, 13

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social se comprometeu a apresentar uma proposta global de acordo para a Comissão de Negociação dos Empregados do BNDES,em negociação marcada para esta quinta-feira, 13/09, às 15h, no Rio de Janeiro. “Esperamos por uma resposta positiva, que atenda às reivindicações dos empregados”, afirmou o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vinícius de Assumpção, que participa das negociações.

Na rodada realizada na quarta-feira, a Comissão de Negociação dos funcionários reafirmou que os empregados reivindicam o mesmo reajuste salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos Bancários, além da manutenção das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) atual e inclusão de novos itens.

A CCT garante reajuste salarial de 5% (aumento real de 1,31%, mais reposição da inflação acumulada de setembro/2017 a agosto/2018 medida pelo INPC). E mantém todos os direitos previstos na anterior. Tem validade de dois anos. Ou seja, os direitos ficam garantidos até 2020.

Prevê, ainda, a reposição total da inflação (INPC), mais 1% de aumento real para os salários e demais verbas em 1º de setembro de 2019. As negociações no BB e na Caixa também garantiram a manutenção de todas as cláusulas dos acordos específicos, incluindo o Saúde Caixa e a PLR Social.

Proibição à demissão imotivada
Na negociação realizada na quarta-feira (12), a diretoria do banco voltou atrás em sua decisão de alterar a cláusula do ACT que proíbe demissões arbitrárias ou sem justa causa. O ocorreu após os empregados terem ocupado a sede do BNDES no Rio de Janeiro na terça-feira (11). Além do térreo do Edifício Sede do BNDES no Rio de Janeiro (Edserj), parte do sétimo andar, onde estava ocorrendo a terceira rodada de negociações com o banco, também foi ocupada.

“O recuo mostrou a importância da participação dos empregados, cuja mobilização vai determinar os rumos da negociação”, avaliou o diretor da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Henrique Rocha, logo após a rodada de negociações realizada na manhã do dia 12/09. O dirigente acrescentou que este foi um importante avanço, mas que será preciso aumentar a pressão a fim de preservar os direitos e aprovar cláusulas novas.

Como parte desta estratégia, o Sindicato do Rio e as associações de funcionários (AFBNDES, Finame e BNDESPAR) convocaram o funcionalismo do banco para uma reunião à tarde, no térreo do Edserj. Ali foram dados informes sobre o andamento das rodadas e aprovadas novas formas de mobilização. A própria reunião no Edserj já foi uma forma de pressão para que as negociações avancem.

Fonte: Contraf-CUT, com informações do Seeb/Rio de Janeiro

Escrito por José Antonio Silva

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