• Home  /
  • Noticias   / Bancos   /
  • Banrisulenses quebram silêncio e arrancam primeira mesa de negociação da diretoria do Banrisul na segunda, 6/8

Banrisulenses quebram silêncio e arrancam primeira mesa de negociação da diretoria do Banrisul na segunda, 6/8

Um dia antes de completar 50 dias sem que houvesse qualquer sinalização da diretoria do Banrisul acerca daquela melhor maneira que a democracia inventou para chegarmos a consensos e avanços, finalmente teremos a primeira mesa de negociação entre Comando Nacional dos Banrisulenses e representantes do banco público dos gaúchos. A primeira mesa ocorrerá a partir das 11h, da segunda-feira, 6/8, na sede da Fetrafi-RS, no Centro de Porto Alegre. O encontro ocorre depois de 49 dias sem respostas à entrega da pauta de reivindicações específicas em 15 de junho e foi informado no início da tarde da sexta-feira, 3/8, pela diretoria do Banrisul.

A pouca disposição para o diálogo da atual diretoria do banco é uma característica desde que assumiu em 2015. Na ocasião, os dirigentes sindicais solicitaram reiterados pedidos para conversar com o presidente Luiz Gonzaga Veras Motta, mas só foram recebidos depois de mais de 100 dias de a então nova diretoria tomar posse. Desta vez, o SindBancários e a Fetrafi-RS realizaram ofensivas em todo o Estado. Além de atos diários de escracho em frente à sede da Diretoria Geral (DG) no Centro de Porto Alegre, desde a semana passada, eram enviadas solicitações formais diárias de encontro para debater a pauta específica dos Banrisulenses.

Primeira mesa de negociação dos Banrisulenses

Segunda-feira, 6/8 | 11h | Sede da Fetrafi-RS (Rua Fernando Machado, 820, Centro Histórico de Porto Alegre)

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, ponderou que a postura da atual diretoria tem sido de não debater e de não conversar com a representação dos Banrisulenses, mas saúda a inciativa de buscar uma negociação a partir da segunda-feira. “Sempre deixamos claro para as direções dos bancos públicos e privados que o melhor caminho para construirmos direitos é a via da negociação. É na mesa, com debate e mobilização dos trabalhadores, que podemos avaliar cada palavra da proposta dos trabalhadores. E ouvir o que os representantes do banco têm para dizer. Então conversarmos com os trabalhadores para decidirmos juntos nosso melhor caminho em assembleias”, detalhou Gimenis.

Este ano o contexto de reforma trabalhista tem dificultado o andamento das mesas de negociação com a Fenaban em São Paulo. Desde 28 de junho, quando as mesas começaram em São Paulo com o Comando Nacional dos Bancários, já houve três mesas de negociação. A última, em 1º de agosto, foi marcada pela quebra da promessa da palavra da Fenaban. Os representes dos banqueiros haviam anunciado que apresentariam uma contraproposta à minuta dos trabalhadores, mas só enrolaram. No dia 7 de agosto, haverá nova mesa de negociação em São Paulo. Desta vez, espera-se proposta.

De qualquer modo, os Banrisulenses têm um compromisso com a luta para resistir e avançar nesta Campanha Nacional 2018. Na quarta-feira, 8/8, às 18h, o SindBancários chama os colegas  bancários de bancos públicos e privados para assembleia de avaliação. Vamos avaliar a proposta da mesa de negociação com a Fenaban do dia anterior, 7/8, e definir a nossa participação no Dia do Basta, de 10 agosto, chamado pelas centrais sindicais em todo o Brasil para defender nossos direitos.

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

Escrever um comentário