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Banrisulenses elegem defesa do Banrisul público como prioridade máxima na Campanha Salarial 2018

O sinal é de alerta máximo sobre o futuro do Banrisul e está aceso. As vendas de ações de 10 e 27 de abril pelo governo Sartori avisam que o sinal amarelo está passando para o vermelho. O objetivo do governo entreguista do Sartori é mesmo vender o Banrisul. Não importa se em partes (ação por ação) ou de uma vez só por meio de autorização em plebiscito nas próximas eleições.

Mesmo diante desse quadro de ataque sem trégua ao banco público dos gaúchos, os Banrisulenses deram uma expressiva resposta no sábado, dia 19/5, durante o 26° Encontro Nacional dos Banrisulenses na sede da Fetrafi-RS em Porto Alegre. Dispostos a resistir com luta e mobilização, os 243 delegados presentes definiram que a pauta principal é a defesa do Banrisul público, como patrimônio do povo gaúcho.

Leilões suspeitos

Para o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, a venda do Banrisul começou já na Campanha Salarial de 2014, quando Sartori disse, por meio de seu slogan, que o seu partido era o Rio Grande. Nada mais do que uma senha para dizer que o que era público seria entregue a preço de banana.

Dois leilões na Bolsa de Valores de ações sem fato relevante e para uma corretora que já doou para campanhas eleitorais do PMDB, o partido do governador, são operações muito suspeita. Mostra que o discurso de crise do Sartori naufragou na incompetência do seu governo. Ele não buscou outras saídas à crise e agora, em ano de eleição, tenta buscar algum recurso para começar alguma obra de impacto”, avaliou Gimenis.

Incompetência

Não é difícil mapear a incompetência de um governo do Estado como foi o de Sartori no combate à crise fiscal do Estado. Se a dívida é grande, estima-se que superior aos R$ 50 bilhões com a União, o gestor poderia buscar alternativas como fiscalizar a sonegação de impostos e suspender os benefícios fiscais.

Só aí, calcula-se, Sartori poderia buscar até 10 bilhões por ano. Ou cobrar créditos da Lei Kandir e reduzir a dívida em até 10 vezes. Mas ele prefere aumentar a dívida total de Estado para R$ 80 bilhões, em um regime de recuperação fiscal, acordado com o governo Temer, que suspende pagamento de parcelas à União por três anos. A contrapartida: vender todo o patrimônio público, entre os quais, o Banrisul é a galinha dos ovos de ouro.

Tempo de golpe nos direitos, tempo de mobilização

Além de demonstrar que há outras saídas para crise, o secretário-geral do SindBancários, Luciano Fetzner, disse que a participação dos Banrisulenses no Encontro acena para disposição à luta em tempos de golpe nos direitos dos trabalhadores com a reforma trabalhista.

Os colegas estão cientes de que a reforma trabalhista e a venda das ações do Banrisul são um ataque aos direitos e fazem parte de um pacote que procura reduzir a importância de instituições públicas no desenvolvimento do país. Esse contexto aponta também para a importância da mobilização nessa Campanha Salarial para que possamos manter e avançar na luta por direitos”, explicou Luciano.

A serviço do povo gaúcho

Há um aspecto de urgência em relação à defesa do Banrisul. Trata-se de uma luta que não é apenas dos sujeitos, quer dizer, dos colegas que trabalham dia a dia no Banrisul. “Nossa maior luta é pela manutenção do banco enquanto instituição pública a serviço do povo gaúcho e do desenvolvimento do Estado”, destacou a diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa.

Como o futuro do Banrisul passa principalmente pelas eleições deste ano, ficou decidido no encontro que as entidades sindicais irão propor um debate com os candidatos a governador do Estado. O tema central será o sistema financeiro gaúcho, enfatizando especialmente o futuro do Banrisul. O diretor da Fetrafi-RS, Sérgio Hoff, afirma que a federação vai solicitar aos candidatos que cada um grave um vídeo, esclarecendo ao povo gaúcho quais são as intenções com o Banrisul. “Com isso, podemos fazer uma ampla divulgação desse material alertando a população do Rio Grande do Sul”, afirma.

No vídeo abaixo, Sérgio Hoff faz uma avaliação geral sobre a 26° Encontro Nacional dos Banrisulenses e também sobre a Conferência Estadual dos Bancários realizada no último final de semana.

15 de junho: Dia de luta em defesa do Banrisul

Além da defesa do Banrisul, a pauta de reivindicações aprovada no 26° Encontro Nacional dos Banrisulenses prevê ainda pontos que serão defendidos na Campanha Salarial Nacional deste ano. Entre eles estão o compromisso do banco de não cancelar o acordo coletivo de trabalho até o fim das negociações, a proibição das terceirizações nas agências bancárias e que as homologações de demissões se mantenham dentro do sindicato.

E marque na agenda, Banrisulenses: dia 15 de junho. Nesta data, será entregue à direção do banco um documento contendo as principais reivindicações e deliberações do 26º Encontro Nacional dos Banrisulenses. Neste dia, haverá um grande ato, em Porto Alegre, pela defesa do Banrisul. Também haverá mobilização nas superintendências regionais do Banrisul no interior do Estado.

Crédito fotos: Araldo Neto/Verdeperto

Fonte: Imprensa Fertrafi-RS, com edição de Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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