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Bancos não assinaram pré-acordo, e Comando Nacional orienta mais mobilização para pressionar pela ultratividade

Os bancos se negaram a assinar a ultratividade dos direitos da categoria, mas aceitaram o calendário proposto pelo Comando Nacional dos Bancários, com o compromisso de apresentar uma proposta final para os trabalhadores até 1º de agosto. A segunda rodada de negociação entre os representantes dos bancários e da Fenaban foi realizada em São Paulo, na quinta-feira, 12/7, e mais uma vez teve enrolação. Os banqueiros não quiseram falar sobre assinatura de um pré-acordo que garanta a renovação do acordo coletivo enquanto um novo, o deste ano, não é fechado.

O Comando dos Bancários foi claro e firme: chegou a hora de ampliar a mobilização, pressionar os banqueiros para que as chances de garantir aumento real, PLR, ticketes, ou seja, avanço na CCT, aumentem. As próximas mesas serão na quinta-feira, 19/7, e na quarta-feira, 25/7. Os bancos prometerem apresentar proposta para as cláusulas econômicas em 1º de agosto. Essa proposta deverá ser apreciada em assembleias por todo o país.

O diretor da Fetrafi-RS e representante gaúcho na mesa de negociação, o bancário Juberlei Bacelo, tratou o resultado da segunda mesa de negociação como sem avanços, mas com a revelação de uma disposição dos bancos de resolverem a Campanha Nacional 2018 “sem conflitos”. “Temos dito à categoria que essa Campanha Nacional seria muito difícil e, por isso, começamos mais cedo. Por causa da reforma trabalhista, temos que primeiro garantir as nossas conquistas. Os negociadores da Fenaban não responderam sobre o pré-acordo e ficaram falando o tempo todo em resolver o acordo coletivo o quanto antes. Na dúvida, o Comando Nacional, após se reunir, decidiu que é preciso dizer para a categoria ficar atenta aos desdobramentos e ampliar a nossa mobilização”, detalhou Juberlei.

O Comando reiterou a importância do pré-acordo para manter a validade dos direitos da categoria. “Queremos dar tranquilidade aos bancários. Porém foi um passo importante estabelecer esse calendário com compromisso de negociações mais efetivas e uma proposta final até 1º de agosto”, afirmou a presidenta da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.

O Comando Nacional dos Bancários cobrou e os negociadores das instituições financeiras reforçaram que respeitarão a negociação em mesa nacional e unificada. “O Comando também quer resolver a campanha na mesa de negociação. Os bancos estão lucrando como sempre, mesmo em plena crise. Ou seja, podem realmente fechar o acordo logo, sem colocar em risco os direitos dos bancários. Isso não aceitaremos”, reforçou a dirigente, que é uma das coordenadoras do Comando.

Calendário de negociações fechado

O calendário proposto pelos representantes dos trabalhadores foi aceito pelos negociadores dos bancos. A próxima rodada será realizada em 19 de julho, a quinta-feira que vem, sobre o tema saúde e condições de trabalho. “Os bancários estão sofrendo com a sobrecarga de trabalho. Muitos estão aposentados por invalidez sendo obrigados a voltar para os locais de trabalho sem condições físicas e psicológicas para isso. Há muitos municípios do país que não estão recebendo numerário. E são os trabalhadores, na linha de frente, que sofrem com a pressão e a insatisfação dos clientes. São questões que queremos debater e ver solucionadas”, ressaltou Juvandia.

Na quarta-feira, 25/7, pauta será emprego. As cláusulas econômicas serão debatidas em 1º de agosto, quando a Fenaban ficou de apresentar uma proposta global para ser apresentada aos bancários em assembleia. “Deixamos claro para os bancos que queremos debater a pauta da categoria com todo cuidado e atenção. Temos o compromisso de que as instituições financeiras trabalharão para trazer uma proposta final até 1º de agosto”, reforçou a presidenta da Contraf-CUT.

Os devem participar de todos os atos promovidos pelos sindicatos e federações em defesa dos direitos, dos empregos, dos bancos públicos”, orientou Juvandia, a presidenta da Contraf-CUT. “Estamos vivendo num país tomado por um golpe contra a classe trabalhadora. Toda atenção nessa Campanha Nacional Unificada é necessária.”

Fonte: Contraf-CUT

Escrito por Clóvis Victoria

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