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Bancários paralisam agências por duas horas no Centro de Porto Alegre como resposta a intransigência dos banqueiros

Após a proposta dos banqueiros na negociação da Campanha Nacional deste ano, na reunião da terça-feira, 21/8, que retira direitos históricos da categoria e concede 0,5% de aumento real, o Comando Nacional dos Bancários reagiu. Orientou paralisação do funcionamento de agências bancárias de todo o país  até o meio-dia desta quarta-feira, 22/8. Após a apresentação da proposta pela Fenaban, o Comando Nacional rejeitou e uma nova reunião foi marcada para esta quinta-feira, 23/8.

Assista abaixo a vídeo com mensagem do presidente do Sindicato, Everton Gimenis

Na região central de Porto Alegre,  várias agências ficaram paralisadas como um recado dos bancários à proposta dos representantes dos banqueiros. O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, participou da oitava mesa de negociação com a Fenaban como representante dos bancários gaúchos no Comando Nacional dos Bancários na terça, 21/8. Gimenis explicou que o fechamento de agências na manhã desta quarta-feira foi uma decisão conjunta do Comando Nacional ainda na madrugada ao final da mesa de negociação com a Fenaban.

“Os colegas bancários de bancos públicos e privados precisam ficar atentos aos informes e orientações do Sindicato. Como temos dito, esta Campanha Nacional é diferente. Os banqueiros querem aproveitar a reforma trabalhista para impor retrocessos históricos no nosso Acordo Coletivo. Por isso a mobilização e a participação são fundamentais nesta hora. Não podemos aceitar proposta que retire direitos históricos e mostre sua face preconceituosa, como retirar o direito à integralidade da  PLR às bancárias em licença-maternidade”, detalhou Gimenis.

Para mobilizar os colegas bancárias da área de abrangência do SindBancários, nesta quarta-feira, a partir das 16h30, haverá uma caminhada pelas ruas do Centro de Porto Alegre, com saída da Praça da Alfândega (entre o Banrisul e  Caixa) no Centro Histórico de Porto Alegre, nesta quarta, 22/8. Na quinta, 23/8, será o dia de os Banrisulenses vestirem azul por seus direitos para pressionar a mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Banrisulenses e os representantes da diretoria do banco.

A proposta dos banqueiros foi rechaçada na mesa pelo Comando Nacional, pois pretendia acabar com direitos conquistados pela categoria ao longo de décadas. É importante lembrar que em todo o país, nas conferências estaduais e na Conferência Nacional dos Bancários, ficou claro que não aceitaríamos perda de direitos nem retrocessos.

Nova reunião na quinta-feira

Por isso, os banqueiros voltaram a se reunir no dia de hoje, quarta-feira, e ficou agendado novo encontro com o Comando Nacional na quinta-feira, a partir das 14h.

Caixa e Banco do Brasil

Como a reunião realizada na terça-feira estendeu-se muito, não foi possível discutir as pautas relativas a Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil, o que está acontecendo no encontro desta quarta-feira.

Proposta insuficiente aos empregados

O setor mais lucrativo do país apresentou novamente proposta insuficiente aos seus empregados e com retirada de direitos. Os cinco maiores bancos (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander), que somente no primeiro semestre deste ano já ganharam R$ 42 bilhões ou quase 18% mais que em 2017, apresentaram aos bancários um acordo com aumento real de somente 0,5%, e alteração ou exclusão de diversas cláusulas de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) como o pagamento proporcional, e não mais integral, da PLR das bancárias em licença-maternidade e de afastados por doença ou acidente.

Saiba qual foi a proposta dos banqueiros da Fenaban

> Retirada do salário substituto (cláusula 5ª)

> Fim da PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por acidente ou doença (esses trabalhadores receberiam PLR proporcional ao período trabalhado)

> Querem compensar, caso percam na Justiça, as horas extras pagas como gratificação de função conforme a cláusula 11ª da CCT. Esse item não vale para os bancos públicos, que têm Plano de Cargos e Salários (PCS). A proposta foi rejeitada e o Comando quer negociar PCS para todos

> Alteração da cláusula do vale-transporte, rejeitada porque ficaria pior do que a lei (cláusula 21ª)

> Fim da cláusula que proíbe a divulgação de ranking individual (cláusula 37ª)

> Retirada da cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade porque está na lei (cláusula 10ª)

> Querem flexibilizar o horário de almoço de 15 minutos para 30 minutos na jornada de seis horas (exceto para teleatendimento e telemarketing)

> Fim do vale-cultura (cláusula 69). Comando quer que permaneça para que o direito esteja garantido caso do governo retome o programa.

> Retirada da cláusula que garantia a homologação de rescisão contratual nos sindicatos

> Aqui um avanço: garante o parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado

> Outro avanço: mantém o direito do hipersuficiente à CCT (quem ganha mais de R$ 11.291,60.

> Mantém o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 90 dias. Os bancários querem 120 dias

Fonte: Imprensa SindBancários

 

Escrito por José Antonio Silva

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