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Bancários fortalecem mobilização contra desmonte do Banrisul em ato que esquentou lançamento de Frente Parlamentar

O lugar é aquele que os Banrisulenses elegeram em suas lutas históricas em defesa do Banrisul público. A senha foi mais uma vez um governo entreguista, capaz de desmontar o Banrisul aos poucos, frechando agências, abrindo processos de demissão voluntária e tudo para desmontar o Banrisul para entrar em um acordo de dívida lesivo para O Estado e para o povo gaúcho. Pois os Banrisulenses deram uma resposta e anunciaram que não vão se entregar. A luta vai ser dura para aqueles que pretendem entregar o Banrisul, Badesul, Caixa, Banco do Brasil ou qualquer bancos público.

O ato em frente a sede da Direção Geral (DG) do Banrsiul, na tarde da segunda-feira, 9/10, deixou isso bem claro. O Banrisul não pode ser usado como moeda de troca para um mau negócio: o Rio Grande do Sul mergulhar no Regime de Recuperação Fiscal para ficar três anos sem pagar dívida à União e fazer com que sua dívida cresça de R$ 50 bilhões para R$ 80 bilhões em 2020 quando os pagamento forem retomados. E pior: anunciar vender as ações no Banrisul vai precisar de mais da metade dos votos em sessão plenária na Assembleia Legislativa, enfraquecerá o banco e mal dará para pagar duas folhas de pagamento.

Pois o ato serviu de antessala para os Banrsilenses participarem de caminhada que levou até a sede da Fetrafi-RS, onde ocorreria o ato de lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos. A Frente foi criada em 13 de junho passado como proposta do senador LindBergh Frarias (PT-RJ), que a coordena no senado federal. Na Câmara dos Deputados, o coordenador é Zé Carlos (PT-MA).

O deputado participou do ato de lançamento da Frente a sede da Fetrafi-RS em Porto Alegre. Ele contou que vários Estado, como a Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, e Pernambuco já lançaram frentes semelhantes a que foi instalada no Rio Grande do Sul. Bancário da Caixa, Zé Carlos disse que a presença da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos chega a um estado muito importante. “O Rio grande do Sul é muito importante porque aqui temos ameaças não só aos bancos federais, mas também aos bancos estaduais”, disse ele, informando que 171 deputados assinaram a criação da Frente, assim como 27 senadores.

Para o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, a venda do Banrisul e a intenção de entrega do Badesul e do BRDE pelo governo Sartori é um processo qiue ocrre em todo o -país e que inclui a Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES. “Esse acordo de dívida entre o Sartori e o Temer é um mau negócio para o Estado, para os trabalhadores e para o povo gaúcho. Só serve para desmontar banco público e entregar o patrimônio público. A Frente Parlamentar, que estamos instalando no Rio Grande do Sul vai dar um impulso na nossa luta”, salientou Gimenis.

A diretora da Fetrafi-RS e funcionária do Banrisul, Denise Falkenberg Corrêa, exaltou a importância do papel estratégico dos bancos públicos historicamente para superar crises econômicas. “Foi através dos bancos públicos que conseguimos sair da crise de 2008. ´-E decepcionante ver que uma diretoria composta por colegas do Banrisul fique anunciando a venda de ações e dizendo que isso é modernidade. Isso não é modernidade, é entreguismo. Não vamos permitir que isso aconteça”, disse ela.

O diretor do SindBancários, Mauro Salles, disse que a estratégia de Sartori e Temer é desmontar o Banrisul para entregar a banqueiros paulistas e internacionais. “A venda de ações e o processo de sucateamento são a preparação para vender o Banrisul. A venda de ações vai dar assento a conselheiros do mercado. Eles querem abocanhar o banco público. Não é possível aceitar que uma direção que tem funcionários do quadro do Banrisul se submetam a isso. É uma vergonha. Não vamos deixar desmontar o Banrisul”, alertou Mauro.

Para o diretor da Fetarfi-RS e funcionário do Banrsiul, Carlos Augusto Rocha, é tempo de os Banrisulenses participarem de mais uma etapa da luta histórica em defesa do banco público. “Temos que cerrar fileiras para barrarmos a intenção do governo de sucatear o banco, de jogar o banco contra a opinão pública. Está na hora de os banrisulenses mostrarem sua insatisfação. O Banrisul é nosso e não vamos entregar”, defendeu.

O diretor do SindBancários, Jaílson Bueno Prodes, explicou a importância dos bancos públicos para os muncípios e o interior do Estado. “Os bancos públicos são um instrumento para o desenvolvimento das regiões. Privatizando, deixam de ter como objetivo o desenvolvimento econômico do Estado e dos municípios. O governo está de joelhos para os verdadeiros agiotas dos mercados que são os banqueiros privados internacionais e nacionais”, afirmou Jaílson.

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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