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Bancários em estado de alerta para defender bancos públicos e lutar contra a Reforma da Previdência

O interino Michel Temer não vai desistir de atingir o seu objetivo quando deu o golpe em agosto do ano passado. É claro que uma das prioridades é se livrar das investigações da Lava-Jato, manter um esquema histórico de corrupção do PMDB, mas também tirar direitos e vender empresas públicas, entre elas, os bancos públicos são alvos prioritários. Temos sempre de lembrar para nunca mais esquecer que a Reforma Trabalhista e a Terceirização já viraram leis, com recuos históricos nas conquistas de todos os trabalhadores. Mais recentemente a terceira onda de ataques aos trabalhadores pode ocorrer a qualquer momento. Precisamos lutar muito para que a Reforma da Previdência não seja aprovada no Congresso Nacional a qualquer momento. Nosso estado é de alerta permanente.


Em parceria com a base de sustentação de seu governo corrupto, parlamentares da Câmara dos Deputados, liderados pelo presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), podem levar a qualquer momento para o plenário a votação da Reforma da Previdência. O Projeto de Lei 287/2016 precisa de 308 votos para ser aprovado, com retrocessos que desfecharão um golpe com um tridente diabólico sobre as nossas vidas de trabalhadores. Se a Reforma Trabalhista já aprovada e sancionada pelo golpismo cria o trabalho intermitente, amplia a jornada de trabalho e impede os trabalhadores o acesso à Justiça, a terceirização praticamente acaba com a Carteira de Trabalho e tenta extinguir a figura do servidor público.

Se ambas essas leis já sancionadas pelo interino Temer passaram a vigorar, a Reforma da Previdência fecha a narrativa da tragédia: tem como objetivo fazer com que os trabalhadores tenham que trabalhar por 40 anos sem nenhum dia de desemprego para conseguirem se aposentar com aposentadoria integral. A idade mínima para homens passa a ser 65 anos e, para as mulheres 62. Há lugares no Brasil que a expectativa de vida é inferior a essas idades mínimas.

Os pobres é que vão sofrer com o risco de nunca se aposentarem ou trabalhar até morrer. Enquanto juízes, militares, deputados, senadores e procuradores vão manter o mesmo regime de aposentadoria, com seus privilégios, os trabalhadores e os servidores públicos é que vão padecer. “Nós dissemos desde quando os golpistas começaram a se estruturar que iam atacar direitos dos trabalhadores. É mentira que essas mudanças querem modernizar as relações de trabalho. Eles vieram para atender interesses de grandes empresários, dos banqueiros. Estão tirando dinheiro do nosso bolso, dinheiro que geraria consumo para enriquecer ainda mais os grandes empresários. Vão acabar até mesmo com as pequenas e médias empresas. A Reforma Trabalhista agora quer acabar com a Previdência e passar tudo para os banqueiros”, alerta o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Em defesa dos bancos públicos

O estado de alerta requer que os bancários estejam com os ouvidos e os olhos bem abertos e atentos. Isso porque a cereja do bolo do entreguismo, do roubo que os golpistas estão realizando ao tirar dinheiro público do povo para dar para grandes banqueiros nacionais ou internacionais, é a privatização dos bancos públicos. Caixa e Banco do Brasil sofrem processos de reestruturação. Agências foram fechadas, colegas estão sendo demitidos e novos processos internos estão sendo incorporados à rotina dos bancários. Um caixa, por exemplo, agora vai ter que vender produtos e atender os clientes. A multitarefa chega ampliando a carga de trabalho e adoecendo os bancários pela cobrança de metas abusivas e muito mais pressão por resultados.


O Banrisul é outro exemplo. Em conluio com o governo de José Ivo Sartori, o governo federal tenta emplacar com o RS um acordo de dívida, o chamado Regime de Recuperação Fiscal, em que a contrapartida é entregar ações do Banrisul e bancos como o BRDE e o Badesul. Empresas públicas estratégicas como a CRM, a Sulgás e a CEEE já estão encaminhadas para a privatização no terceiro pacotaço de maldades de Sartori que deve ir para a Assembleia Legislativa no final de dezembro. O Regime é uma farsa. O acordo é o RS ficar três anos sem pagar dívida e o estoque da dívda subir de R$ 50 bilhões para R$ 80 bilhões. Os juros para os banqueiros continuará sendo pago pelo povo gaúcho.

Assembleia de alerta e resistência

Devemos resistir a esses ataques. Na semana passada, as centrais sindicais chamaram uma GREVE NACIONAL que teve um efeito importante na base do governo Temer na Câmara dos Deputados. Com medo da repercussão de seus votos a favor da aprovação da Reforma da Previdência, deputados federais avisaram que não poderiam votar a favor do ataque às aposentadorias. O governo recuou e adiou a votação de 6 de dezembro para outra data. A GREVE NACIONAL também foi adiada. Fala-se em 13 de dezembro, mas essa data ainda pode mudar.

Por isso os bancários estão convocados a participar de uma assembleia para avaliar ações em defesa das aposentadorias, dos bancos públicos e para avaliar um possível novo chamado das centrais sindicais para adesão à GREVE NACIONAL. Nossa assembleia está marcada para as 18h, da segunda-feira, 11/12, na Casa dos Bancários. Nós, trabalhadores bancários, temos motivos de sobra para participarmos da assembleia e para ouvir o chamado das centrais de adesão à greve. A luta nos chama para defendermos o patrimônio público e um futuro decente para a nossa aposentadoria.

Assembleia dos bancários

Segunda-feira, 11/12 | 18h | Auditório da Casa dos Bancários (General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre)

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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