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Bancários definem largada da Campanha Nacional 2018 como jogo de Copa do Mundo

Imagine que este ano os bancários terão que entrar em campo para enfrentar um adversário que, antes de a bola rolar, mudou as regras do jogo. Parece ruim? E é. Mas o primeiro dia de Campanha Nacional também mostrou que os banqueiros não terão sossego e vão pagar com a motivação dos bancários nas disputas de bola em cada palmo de gramado. Se os banqueiros escreveram ou ajudaram a escrever a reforma trabalhista, eles vão ter que encarar um escrete de trabalhadores que, na tarde desta sexta-feira, 15/6, ganhou as ruas mais movimentadas do centro de Porto Alegre para mandar o seu recado. Todos lutaremos por tudo.

Clique aqui para ver galeria de fotos dos atos de lançamento da Campanha Nacional 2018

A mobilização pública dos bancários em Porto Alegre começou por volta do meio-dia e deu a largada da Campanha Nacional 2018. Em frente à sede da Associação dos Bancos no Estado do Rio Grande do Sul (Asbancos), na rua dos Andradas, 1.234, os bancários botaram seu time em campo. Enquanto dirigentes da Fetrafi-RS e do SindBancários subiam ao 17º andar do edifício Santa Cruz, para entregar a pauta específica dos bancários gaúchos, o jogo estava armado no chão de luta. O resultado foi uma vitória da mobilização no primeiro tempo. O escriturário da Asbancos, Pedro Luis Martins, recebeu a minuta de reivindicações dos bancários e avisou que a entregará ao presidente da entidade, o também presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga Veras Mota.

Assista ao vídeo dos atos de lançamento e entrega de pautas da Campanha Nacional 2018

O diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, deu o tom das dificuldades que os bancários enfrentarão. Até a primeira mesa de negociação com a Fenaban, marcada para 28 de junho, a tática de jogo será marcar por pressão a saída de bola dos banqueiros e contra-atacar com mobilização para garantir direitos. Onde houver local de trabalho, haverá um bancário pressionando para que o Acordo Coletivo Nacional do ano passado seja renovado até 31 de agosto. Com a reforma trabalhista do ilegítimo Michel Temer, o fim da ultratividade, deixou em risco tudo que os bancários conquistaram com muita luta em muitos anos.

Por tudo isso, Juberlei comparou a fira sexta-feira, na Capital gaúcha como o pontapé inicial na Copa do Mundo que os bancários têm pela frente. “Estamos dando a largada para a verdadeira Copa que enfrentamos este ano. É a primeira campanha que os bancos são o mesmo que o governo a ser enfrentado. Os banqueiros são os patrocinadores do golpe de 2016. O objetivo do golpe é atacar os direitos dos trabalhadores. Não é reformar, mas mas acabar com os direitos da classe trabalhadora”, explicou Juberlei.

Não por acaso, a campanha deste ano começou mais cedo e traz, além de aumento real nas verbas salariais, um eixo temático que alerta para a defesa dos bancos público e para a renovação do acordo coletivo até 31 de agosto. O contexto é de golpe nos nosso direitos. “O país virou uma lambança, virou uma bagunça. Bate recorde de desempregos e, por outro lado, os banqueiros não vivem no mundo real que os trabalhadores vivem. Qual é o papel dos bancos na sociedade brasileira? Só exploram a população com a cobrança de altas tarifas e altas taxas de juros”, acrescentou Juberlei.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, explicou que a entrega da pauta na Asbancos representa a abertura de mais uma frente de luta para manter um direito que os bancários gaúchos conquistaram com muita resistência e luta. Trata-se da gratificação semestral. “Entregamos essa pauta específica dos gaúchos porque temos garantir a renovação da gratificação semestral. Vamos precisar de muita mobilização e muita participação para manter essa conquista que só os bancários gaúchos e de mais dois estados têm no Brasil”, afirmou Gimenis.

Outra agenda

O diretor do SEEB Passo Fundo, Carlos José Marcos, falou para os bancários que se juntaram em um círculo na Rua dos Andradas que os bancários precisam ficar muito atentos para o papel que irão desempenhar na Campanha Nacional 2018. “Os banqueiros querem impor a agenda deles. A agenda que não é dos trabalhadores. Temos que compreender que, mais uma vez, vamos dar o exemplo nesse processo de luta de mobilização e resistência para outras categorias. Somos um exemplo para as demais categorias de trabalhadores que lutam por direitos”, definiu.

Unidade é tudo

Se o bancário que chegou até aqui ainda não havia visto o material de comunicação da Campanha Nacional 2018, saiba que o slogan “Todos por tudo” apela à unidade, à resistência e à luta em um contexto de retirada de direitos. Foi esse o recado que o diretor da Fetrafi-RS, Edson da Rocha, deu em sua manifestação. “Como sempre a gente diz, é preciso termos unidade durante a nossa Campanha Salarial. Nesse primeiro dia, já vimos uma boa resposta da categoria. Tenho certeza que vamos fazer uma grande campanha salarial este ano”, reforçou o dirigente.

Calendário de lutas

19 e 20/5: Encontros Estaduais de bancos públicos e privados na sede da Fetrafi-RS em Porto Alegre. Encontro Nacional dos Banrisulenses. Definição da pauta de reivindicações apresentada à Conferência Nacional dos Bancários.

7 a 10/6: Encontros Nacionais de bancos públicos e privados e Conferência Nacional dos Bancários. Definição da pauta nacional dos bancários a ser negociada com a Fenaban e nas mesas específicas de bancos públicos e privadas com as propostas definidas nos Encontros Estaduais.

12/6: Após finalização da minuta de proposta de Convenção Coletiva de Trabalho Nacional de bancos públicos e privados, texto é submetido à assembleia do SindBancários e aprovado por ampla maioria. As entidades sindicais ficam autorizadas a representar os bancários nas messas com a Fenaban e específicas de bancos públicos e privados, com uma proposta debatida e aprovada.

13/6: Entrega da minuta da Convenção Coletiva Nacional à Fenaban em São Paulo.

Ato de entrega da pauta de reivindicações dos bancários do RS e dos Banrisulenses

15/6: Entrega da Pauta de reivindicações dos(as) bancários na Associação dos Bancos no RS (Asbancos) e para a diretoria entrega da pauta de reivindicações específica do Banrisul após Ato em Defsa do Banrisul público.

Prioridades da nossa proposta de reivindicações da Campanha Nacional de 2018

> Aumento real de 5% para os salários e demais verbas

> Defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com todos os direitos para todos os trabalhadores da categoria

> Manutenção da mesa única de negociações entre bancos públicos e privados

> Manutenção dos empregos, com a proibição das demissões em massa

> Garantir que nenhum bancário receba PLR menor em 2018

> Defesa dos bancos públicos

> Defesa da democracia

Crédito fotos: Clóvis Victória Jr.

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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