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Bancários decidem por unanimidade em assembleia participar de paralisação e manifestações da sexta, 29/5

Os bancários da base do SindBancários decidiram por unanimidade, na noite desta terça-feira, 26/5, em assembleia na Casa dos Bancários, participar do Dia Nacional de Paralisação e Manifestações Rumo à Greve Geral da próxima sexta-feira, 29/5, convocado pelas centrais sindicais e pelos movimentos sociais. A orientação do Sindicato é que os bancários se mobilizem para contribuírem com a luta de todos os trabalhadores.

A assembleia decidiu também que a concentração dos bancários será ao meio-dia em frente à Fecomércio (Alberto Bins, 665, centro de Porto Alegre) para um grande ato com trabalhadores de várias categorias e com as centrais sindicais. Após o ato, haverá caminhada até o Palácio Piratini.

Os bancários da área de abrangência do SindBancários (Porto Alegre e outros 13 municípios da Região Metropolitana) mostraram força e preocupação com os ataques aos direitos dos trabalhadores que a votação do projeto de terceirização causou em abril. No dia 15 de abril, foram paralisadas total ou parcialmente 75% das agências bancárias da área de abrangência do SindBancários.

“Os trabalhadores e trabalhadoras dos bancos estão mobilizados e já mostraram que estão prontos para lutar pela manutenção de direitos. Este é um ato nacional que pede que todos os trabalhadores se manifestem publicamente e que ajudem a mobilizar seus colegas em seus locais de trabalho para que possamos construir uma grande greve geral e pressionar parlamentares a acabar com projeto de lei da terceirização”, avaliou o presidente do SindBancários, Everton Gimnenis.

As centrais sindicais, junto com os movimentos sociais, organizaram diversos atos para o dia 29. Uma das pautas que estão em jogo neste momento propõe pressionar os deputados federais e os senadores a sepultarem definitivamente a tramitação de Projeto de Lei que quer terceirizar a atividade-fim de empresas públicas e privadas. Lembrando que a Câmara dos Deputados aprovou o PL 4330, e enviou ao Senado Federal em abril. No Senado, O projeto da terceirização passou a ser chamado de Projeto de Lei da Câmara (PLC) número 30.

 

Sexta-feira, 29/5

Dia Nacional de Paralisação e Manifestações Rumo à Greve Geral

Atividades dos bancários

12h: Concentração na Fecomércio (Alberto Bins, 665, Centro de Porto Alegre)

13h: Início da Caminhada ao Palácio Piratini.

Nossas pautas de mobilização

– Contra a terceirização

– Contra as MPS 664 e 665

– Não ao ajuste fiscal

– Em defesa dos direitos e da democracia

 

 

GREVE é direito. Não pode haver enquadramento como falta injustificada. Atenção para orientações

A GREVE é um direito do trabalhador previsto na Constituição Federal e regulamentado pela Lei 7.783/1989. É garantida pelo Estado porque é a única forma do trabalhador exercer pressão por seus direitos diante de uma negociação fracassada com o empregador. A greve é aprovada em assembleia e, após isso, comunicada ao empregador com antecedência de 72 horas quando houver atividade essencial envolvida.

O Sindicato segue rigorosamente essas determinações legais. A assembleia da noite da terça-feira, 26/5, aprovou por unanimidade a participação dos bancários no Dia Nacional de Paralisação e Manifestações Rumo à Greve Geral da próxima sexta-feira, 29/5, convocado pelas centrais sindicais e pelos movimentos sociais. A Lei de GREVE proíbe o empregador de dispensar trabalhadores e contratar substitutos durante a paralisação.

A greve determina a suspensão do contrato de trabalho e, por isso, o trabalhador que aderir ao movimento não pode ser enquadrado como tendo faltado injustificadamente.

Caso os bancários sejam pressionados na sexta-feira, 29/5, ou ameaçados de sofrer qualquer sanção administrativa, a orientação é avisar o Sindicato. Em caso de desconto em folha de pagamento ou de anotação de falta injustificada por algum gestor, o Sindicato pode recorrer à Justiça do Trabalho para reverter tal ilegalidade.

Cuidado com boatos, informação é com o Sindicato

1) Avise à Central de GREVE do Sindicato se sua unidade está parada.

2) Durante a greve, desligue o celular: é uma boa forma de evitar pressão para voltar ao trabalho.

3) Evite confrontos. Nosso movimento é pacífico, justo e ordeiro.

4) Caso seja convocado a participar de contingência, denuncie ao Sindicato. Todos os bancários têm que fazer parte do movimento para que a GREVE seja vitoriosa.

5) Cuidado com informações que não tenham o Sindicato como fonte. Neste período, há muitos boatos para confundir o trabalhador, inclusive nas redes sociais. Esses boatos costumam partir das instituições financeiras. A informação confiável está apenas nos materiais informativos do Sindicato e nos canais eletrônicos de informação.

6) Para obter informações quentes, cadastre o número do seu celular e do seu e-mail na página do Sindicato na internet.

7) Vá às reuniões convocadas pelo Sindicato. Elas são importantes para debater e formar a estratégia de mobilização.

8) Participe do calendário de lutas. É nas manifestações, reuniões e assembleias que são tomadas as decisões sobre os rumos da Campanha Salarial 2015. Participe!

9) Lembre-se sempre: as decisões são tomadas em conjunto. Entrar ou sair da greve se decide nas assembleias. Por isso, participe! Quem decide é o bancário!

Fale com o Sindicato em caso de dúvida

(51) 3433-1200

(51) 3433-1202

(51) 3433-1200

SindBancários: Rua General Câmara, 424, Centro Histórico – Porto Alegre

Informação confiável é com o SindBancários

www.sindbancarios.org.br

https://www.facebook.com/SindBancarios.PoA

twitter: @sindbancarios

Contingenciamento é ilegal

 

Quando os trabalhadores bancários entram em GREVE, os banqueiros fazem de tudo para enfraquecer o movimento. Uma das estratégias que eles adotam é o contingenciamento. Isso acontece por meio de pressão para constranger o trabalhador e forçá-lo a furar a mobilização. Diz a Lei de GREVE: “É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho”.

 

Denuncie ao Sindicato se o seu empregador ligar ou mandar sms para seu telefone celular, mandar email ou ameaçar de demissão em período de greve. O anonimato da denúncia é garantido.

 

 

 

 

Escrito por Clóvis Victoria

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