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Bancários batizam como “Dia da degola” descomissionamento em massa de gerentes de forma unilateral e covarde na Caixa

A segunda-feira, 5 de março de 2018, ficará conhecida como mais um daqueles dias que são feitos para lembrar sempre quando o assunto é um governo ilegítimo que ataca um banco público. Foi com esse propósito que dirigentes sindicais do SindBancários, Fetrafi-RS, empregados da Caixa e integrantes de entidade representativa de funcionários do único banco 100% público do país foram para a frente da Agência Querência, no Centro Histórico de Porto Alegre. O Objetivo foi demarcar um protesto contra o descomissionamento de gerentes de pessoas jurídica da Caixa que não atingiram metas de encarteiramento. A associação de Gestores da Caixa no Rio Grande do Sul (AGECEF) esteve representada no ato.

Cerca de 1,2 mil gerentes de Pessoa Jurídica da Caixa perderam seu comissionamento num único golpe de caneta da diretoria alinhada com o governo de Michel Temer. Aliás, foi mais essa ameaça ao papel no desenvolvimento do país que a Caixa tem e sua importância como banco fomentador de políticas públicas foi o foco da fala do presidente do SindBancários, Everton Gimenis, durante o ato. “Em 2016, dizíamos que o golpe não era só contra a presidenta Dilma [Rousseff], mas contra os trabalhadores. Todos esses ataques estavam previstos. Nós avisamos, repetimos que o governo do Temer ia fazer de tudo para entregar todo o sistema financeiro público federal e estadual para a iniciativa privada. Não existe país que possa se desenvolver se não tiver as instituições públicas”, explicou Gimenis.

A diretora do SindBancários e empregada da Caixa, Caroline Heidner, demonstrou como esse desmonte da Caixa se processa no caso do descomissionamento dos gerentes. Tratou-se de uma manobra da direção para perversamente cobrar metas, mas que essas mesmas metas fossem mais difíceis de serem atingidas. “Os gerentes de PJ foram descomissionados por não terem atingido pontuação no encarteiramento. Ora, nos bancos privados é possível pontuar mais porque fazem gestão de contas maiores, de grandes empresas, mas também contam pontuação para as pequenas e microempresas. Na Caixa, a característica é de os gerentes de PJ trabalharem com microempresas, mas essas não contam para a pontuação. Nem nos bancos privados as metas de encarteiramento são tão draconianas quanto na Caixa”, esclareceu Caroline.

Como já dito, atacar a Caixa, reduzindo número de funcionários por meio de PDVs e fechar agências não são contingências de uma crise e de um novo momento em que a Caixa precisa ficar mais enxuta e adequada aos novos e modernos tempos. Isso é conversa fiada, pior ainda, mentira deslavada. Isso porque o governo Temer enfraquece a Caixa, atacando sua imagem para os clientes irem para dentro das agências dizer que “tem que vender mesmo”. “A Caixa está copiando a prática dos bancos privados que é cobrar altos juros da população e deixando de cumprir seu papel de banco público que ajuda quem mais precisa. Essa Caixa não serve para o povo brasileiro”, afirmou o diretor do SindBancários e empregado da Caixa, Jaílson Bueno Prodes.

Espicaçar o papel de banco público que investe em educação, saneamento básico, saúde e tem sobre o FGTS do trabalhador o olho grande dos banqueiros privados é mais um passo na direção do que governos neoliberais, como o de Temer agora, e o de Fernando Henrique Cardos em 1990, tentam fazer sempre: privatizar a Caixa. “Toda a parte da seguridade social do trabalhador que um governo tem que manter e incentivar está sendo extinta pelo governo Temer. Reafirmamos a importância da Caixa como banco público e que mantenha seu papel de ser usada para o benefício da população de baixa renda”, exaltou a secretária de Mulheres da CUT-RS e bancária do Itaú, Ísis Marques.

Para o diretor da Contraf-CUT e empregado da Caixa, Gilmar Aguirre, é tempo de mobilização, uma vez que os ataques que ocorrem no varejo, como o descomissionamento de gerentes de PJ e o fechamento de agências, fazem parte de uma visão que o governo ilegítimo de Temer tem sobre o país e as empresas públicas. “Participem da defesa da Caixa. Defender a Caixa é defender o Brasil. O que esse governo está fazendo é o liquida Brasil. Não vamos permitir que isso aconteça”, sentenciou Gilmar.

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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