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“Aumento” do Salário Mínimo amplia o fosso na sociedade brasileira, sob o desgoverno Temer

Seria cômico se não fosse trágico. Comprovando que é apenas um operador do rentismo internacional ocupando – através de um golpe parlamentar e empresarial – a Presidência da República, Michel Temer anunciou que o salário mínimo nacional a vigorar desde o dia 1º de janeiro é de R$ 954. Isto representa um “aumento” de 1,81%. É o menor reajuste da história do país, desde o Plano Real (1994). E foi menor do que havia sido sinalizado pelo próprio governo, que em agosto anunciava um aumento de 4,84%.

Valor diário

Nada acontece por acaso nesta sucessão de maldades sobre a parte mais desprotegida da sociedade brasileira. Afinal, pelo decreto assinado na sexta-feira, 29/12/2017, o governo também detalha o valor diário mínimo a ser pago ao trabalhador, que será de R$ 31,80 a hora, com a hora trabalhada ficando em RS 4,34. Esses valores vão ser usados para os “contratos intermitentes de trabalho”, quando o empregado atua por hora ou dia, e deve receber proporcionalmente ao salário mínimo. O mínimo até o final de dezembro era de R$ 937. O reajuste de 1,81% segue a previsão do Índice de Preços ao Consumidor (INPC) em 2017.

Salário de fome

Na verdade, ninguém sabe como uma família poderá se sustentar com este salário de fome – e o governo ilegítimo demonstra, mais uma vez, que não está nem um pouco preocupado com a situação dos mais desfavorecidos.

Mínimo real: R$ 3.731,00

O Dieese aponta que o calculo do mínimo deve sempre levar em conta a cesta básica mais cara do Brasil. Isso significa que, para ser real e digno, o mínimo brasileiro hoje precisaria ser de R$ 3.731,00, para o sustento de uma família de quatro pessoas.

Este valor, que começaria a garantir uma sociedade um pouco menos desigual, é quatro vezes superior ao que o governo e o grande empresariado nacional, apoiados pela mídia (que só repete, sem crítica, o discurso oficial), resolveu estabelecer.

Frustração que precisa gerar reação

É mais uma imensa frustração para a classe trabalhadora. E uma ampliação do fosso que divide cada vez mais a nossa sociedade. A gente espera que isto sirva para abrir os olhos de uma parcela da população para a necessidade de ampliar a luta contra os abusos do poder econômico sobre os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras”, diz o presidente do SindBancários Everton Gimenis.

 

Fontes: Imprensa SindBancários, com CUT-RS, Agência Brasil e Dieese, com foto do site Valor Econômico.

Escrito por José Antonio Silva

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