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Atos das mulheres no RS fortalecem luta contra fascismo e pela democracia

Os atos #EleNão, realizados na tarde ensolarada do último sábado, 29/9, superaram as expectativas das mulheres, que tomaram as ruas e praças em Porto Alegre e no várias cidades no interior do Rio Grande do Sul e protestaram contra o fascismo e em defesa da democracia.

Na capital gaúcha, o ato no Parque da Redenção reuniu mais de 40 mil mulheres, LGBTs e integrantes de entidades sindicais e movimentos sociais, que uniram suas vozes e gritaram palavras de ordem contra as declarações machistas, racistas e homofóbicas do candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro.

Foi a maior mobilização ocorrida nos últimos anos no espaço já tradicional de resistência ao golpe na Capital. O ato foi convocado por vários coletivos de mulheres e protestou contra o fascismo e em defesa da liberdade e da democracia.

As manifestantes começaram a se concentrar desde 15 horas, junto ao Monumento do Expedicionário, onde artistas como Lila Borges, Tania Farias, Nina Rouge, Nei Lisboa e a banda Francisco, El Hombre se apresentaram de cima de um carro de som, fazendo um esquenta antes das falas de representantes das organizações das mulheres e lideranças de partidos de esquerda.

A secretária de Mulheres da CUT-RS, a bancária Ísis Marques, criticou a agenda de retrocessos do candidato. “Nós já estamos cansadas de sermos oprimidas o tempo todo nos nossos locais de trabalho e na nossa vida. O projeto deste senhor vem contra tudo o que defendemos. Quando ele diz em rede nacional que uma mulher deve receber menos do que um homem porque engravida, ignora completamente o espaço feminino que ocupamos dentro da sociedade. Por isso, nós hoje estamos todas juntas na campanha Ele Não. Chega de retrocessos, Jamais nos calaremos diante do fascismo”, destacou.

Mulheres e dirigentes de vários sindicatos também compareceram como o Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do Rio Grande do Sul (Semapi).“Ninguém merece ser desrespeitada. O ‘coiso’, como nós o chamamos para evitar dizer o seu nome, só estimula pautas negativas. É impossível admitir que uma pessoa completamente despreparada, que espalha preconceitos e ódio por onde passa, possa concorrer a um cargo público, o que dirá a presidência da República”, alertou a diretora do Semapi-RS, Nádia Maria Pacheco.

Mesmo debaixo do calor de 35 ºC, as manifestantes não desanimaram e saíram depois em marcha, passando pelas avenidas João Pessoa e Loureiro da Silva, em direção ao bairro Cidade Baixa. Após uma concentração no Largo Zumbi dos Palmares, em frente à rua José do Patrocínio, o grupo dispersou, encerrando o ato histórico das mulheres.

Pelotas

Milhares de mulheres se reuniram no largo do Mercado Central, onde manifestaram repúdio às propostas de Bolsonaro. Elas reivindicavam o respeito aos direitos humanos e à Constituição. Sindicalistas e lideranças de movimentos sociais também participaram do ato.

Outras cidades com mobilizações no RS: Caxias do Sul, Santa Rosa, Cachoeira do Sul, Feliz. Houve ainda protestos em diversas cidades no exterior.

Fonte: CUT-RS

Escrito por Clóvis Victoria

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