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Ato defende bancos públicos nesta quinta, 6/12, e esclarece importância para o desenvolvimento e soberania do país

Se os últimos anos de governos Temer e Sartori assistimos a um conluio com o objetivo claro de atacar os bancos públicos, o próximo período promete uma pressão ainda maior. A julgar pelos discursos do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e pelo perfil do todo poderoso ministro da economia, Paulo Guedes, passaremos da fase do desmonte para a do fatiamento e da entrega. Lembremos que o caráter privatista é explícito, uma vez que foi criada a Secretaria de Privatizações que passa a funcionar a partir de janeiro. Há quem possa alegar que o novo governo nem assumiu e já estamos dizendo o que ele vai fazer. O problema é que ele promete entregar tudo que for público que ele puder. Os sinais são claros até mesmo nos cotados a presidentes dos bancos públicos.

Por isso convidamos os bancários e a população para participar da luta e mobilização em defesa dos bancos públicos. Vamos todos ao Ato em Defesa dos Bancos Públicos do Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos, nesta quinta-feira, 6/12, ao meio-dia, entre o Banrisul e a Caixa, na Rua sete de Setembro, Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre. Temos que resistir e avançar na luta em defesa dos bancos públicos.

Vamos denunciar e esclarecer que há uma ideologia de desmonte dos bancos públicos com prejuízo à população e aos trabalhadores bancários. Na Caixa, por exemplo, o governo Temer passou dois anos preparando o fatiamento. Até que, no dia 29 de novembro passado, haveria o leilão da Lotex, uma das empresas lotéricas do único banco 100% público do país. Mas já houve PDVs, fechamento de agências, de setores inteiros. Com isso, o governo federal ataca a imagem da Caixa. Os bancários são pressionados a trabalhar mais, o nível de atendimento cai e fica aquela imagem de que banco público atende mal e por isso tem que ser vendido.

No Banco do Brasil, a marca desse governo federal é o assédio moral, o fechamento de setores, as transferências sem negociação e, para piorar, planos de acabar com a Cassi, a Caixa de Assistência à Saúde dos bancários do Banco do Brasil. Quer dizer, desmontam o maior banco público do país, o volume de trabalho cresce e, se os bancários adoecem, o plano de saúde é precário.

Banrisul segue na mira

A mesma metodologia de desmonte afetou o Banrisul. E foi acionada pelo governo do Estado. Sartori chegou a vender ações do Banrisul em dois pregões na B3, A Bolsa de Valores de São Paulo, em abril. Essas operações chegaram a ser investigadas por órgãos de controles estaduais e federais, como a Polícia Federal, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Ministério Público do estado (MPE).

E a conversa da venda da galinha dos ovos de ouro dos gaúchos é uma vergonha: querem vender o banco para ingressar num regime de recuperação fiscal proposto por Temer que vai fazer a dívida pública do Rio Grande do Sul saltar de R$ 60 bilhões para mais de R$ 80 bilhões. Portanto, vender o Banrisul, um banco que manda metade de seu lucro para o governo do estado (acionista majoritário) investir em saúde, educação, agricultura é um péssimo negócio.

O mesmo podemos dizer do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), do Badesul, do BNDES e de outros bancos estatais púbicos. Esses bancos, juntos com Caixa, BB, Banrisul, garantem crédito educativo mais barato, investem em estradas, botam comida na mesa dos brasileiros e oferecem créditos mais em conta. Não tem sentido privatizar os bancos que ajudam o país crescer e superar crises.

Ato em Defesa dos bancos Públicos

Quinta-feira, 6/12 | Meio-dia | Rua Sete de Setembro na Praça da Alfândega (entre a Agência Central do Banriusl e a Agência Querência da Caixa)

Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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