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Ataques a agências bancárias tornam gaúchos reféns e transformam o RS em terra de ninguém

Criminosos armados de fuzis, disparam tiros para todo o lado no centro de uma cidade de 6 mil habitantes. Sem encontrarem resistência, explodem duas agências bancárias, assaltam uma loja de joias e fogem. Um outro (ou o mesmo) grupo repete o roteiro. Só que, desta vez, até conseguirem explodir os caixas eletrônicos e fugir, a quadrilha mantém um micro-ônibus lotado de trabalhadores como cordão humano e sob sequestro.

Tem sido assim as madrugadas de moradores de cidades como Amaral Ferrador e Mata no Interior do Rio Grande do Sul. Mas tem sido também a rotina de bancários em Porto Alegre e em todo o Estado. De 1º de janeiro a 10 de março, uma explosão de violência bancária assola o Estado. Foram 40 ataques a agências bancárias em pouco mais de 70 dias. No mesmo período de 2017, houve 35 casos, um crescimento de 17,1%. Os primeiros 10 dias de março deste ano registraram 13 ataques o mesmo volume para todo o mês de março do ano passado.

A ousadia dos criminosos pode ser medida por dois tipos de ações. Uma delas é combinar o sitiamento de uma cidade inteira com explosões de caixas eletrônicos. O chamado “Novo Cangaço”, termo criado pela Polícia Civil, reduziu-se em 27,3%. O problema é que as explosões aumentaram 275%, passando de 8 casos para 22 até 10 de março. O SindBancários alerta que o uso de explosivos pode gerar uma tragédia.

Agências de bancos podem se localizar no térreo de prédios com moradores. Uma tragédia de grandes proporções pode ocorrer se nada for feito. O RS se torna uma terra de ninguém.

Por isso, na semana passada, a diretoria enviou ofício ao secretário estadual de segurança pública, Cezar Schirmer, pedindo uma audiência. “Entramos em contato com o secretário de segurança para expor nossas preocupações em relação à segurança dos bancários. Precisa haver mais investimento público em segurança. Cortar verbas já está mais do que demonstrado que só piora. Os bancários estão tendo prejuízos porque os bancos estão fechando agências com o pretexto da falta de segurança. O bancário perde remuneração porque deixa de fechar negócios. E as comunidades ficam sem banco e há impacto até nas economias locais”, descreve o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Confira abaixo reportagem do SBT Brasil sobre violência bancária no RS

Onda de ataques a bancos no RS vira notícia no SBT-BRASIL!

Publicado por Everton Gimenis em Segunda, 12 de março de 2018

Escrito por Clóvis Victoria

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