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Assembleia decide por ampla maioria aprovar minuta de reivindicações e acelerar mobilização na Campanha Nacional 2018

Na noite fria do Dia dos Namorados, 12/6, os bancários reunidos no auditório da Casa dos Bancários decidiram dar um passo mais firme em direção à caminhada em defesa de seus direitos na Campanha Nacional 2018. Com um voto contrário e duas abstenções, a assembleia aprovou por ampla maioria a minuta que será negociada com os representeantes da Fenaban e nas mesas específicas de bancos públicos e privados. A aprovação este ano ocorreu mais cedo por causa da ameaça a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) imposta pela Lei 13.467, a da reforma trabalhista. Os bancários concordaram em acelerar o calendário de mobilização.

O cenário de luta na Campanha Nacional 2018 não é dos mais favoráveis aos bancários. Definitivamente, os ataques efetuados pelo governo golpistas dos nossos direitos de Michel Temer, em conluio com a ala mais conservadora da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, impuseram o fim da ultratividade. Isso significa que podemos perder tudo que conquistamos com muita luta em nossos Acordos Coletivos Nacionais no próximo dia 31 de agosto. Essa é a véspera da data-base dos bancários.

Durante a assembleia, o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, fez um relato dos passos que a Campanha Nacional já deu neste ano. Depois dos Encontros Estaduais de 19 e 20 de maio em Porto Alegre, já tivemos a Conferência Nacional de 7 a 10 de junho, em São Paulo. Na quarta-feira, 13/6, o ato de entrega da minuta de reivindicações da pauta nacional dos bancários inaugurou uma nova fase. Será a da negociação com banqueiros regionais. Na próxima sexta-feira, 15/6, os bancários gaúchos entregam a pauta de reivindicações na Associação dos Bancos no RS em Porto Alegre e a pauta específica dos Banrisulenses à diretoria do Banrisul.

Gimenis também esclareceu os motivos pelos quais este ano a pauta está acelerada e a Campanha Nacional começa mais cedo. A ideia é entregar um calendário de negociações à Fenaban propondo que as mesas ocorram em julho. “A decisão na Conferência Nacional foi acelerar as reuniões para que possamos antecipar greve para agosto em caso de não haver acordo coletivo. A mobilização tem que ser muito forte, porque o nosso prazo de negociação ficou pressionado pelo fim da ultratividade. Se os banqueiros não aceitarem o renovar acordo antigo enquanto não fechamos o novo, o risco de ficarmos sem direitos é muito grande”, explicou Gimenis.

O cenário da Lei 13.467, a da reforma trabalhista, impôs algumas alterações na pauta de reivindicações. “A nossa pauta tem algumas alterações em relação ao ano passado para se adequar à reforma trabalhista, como por exemplo, o banco de horas. Fizemos questão de botar cláusula de que não haverá nenhum acordo sem que haja negociação coletiva”, acrescentou.

Contribuição negocial

Um dos pontos de debate da assembleia recaiu sobre uma cláusula da pauta de reivindicações que cria a contribuição negocial. É mais uma reação ao ataque estrutural que a reforma trabalhista do golpista Temer impôs sobre os direitos dos trabalhadores. A proibição da Contribuição Sindical deixou muitos sindicatos à beira da falência. Essa restrição financeira, junto com a dificuldade que passou a ser para o trabalhador ingressar na Justiça do Trabalho, praticamente inviabiliza os investimentos na luta pelos sindicatos. Gimenis explicou que o espírito da cláusula é criar a Contribuição Negocial e que ela possa ser derrubada ou criada em assembleia com a participação do trabalhador.

“A contribuição negocial que propomos não tem definição de valores nem como será feito o desconto. Vamos definir isso na mesa de negociação com os banqueiros. Pensamos em colocar em assembleia para que haja maior participação. E também para que aquele trabalhador que não quer contribuir e não participa de nada tenha que vir na assembleia para defender seu ponto de vista. O espírito é incentivar a participação e fortalecer a luta pelo financiamento dos próprios trabalhadores”, explicou Gimenis, acrescentando que as campanha salariais exigem grande aporte de recursos para financiar desde o aluguel de carro de som, produção de material de comunicação, viagens e hospedagem para acompanhar mesas de negociação em São Paulo.

Ao final da assembleia, uma maioria de votantes aprovou a manutenção dessa cláusula de criação de Contribuição Negocial na minuta de reivindicações entregue a Fenaban.

Calendário de lutas

19 e 20/5: Encontros Estaduais de bancos públicos e privados na sede da Fetrafi-RS em Porto Alegre. Encontro Nacional dos Banrisulenses. Definição da pauta de reivindicações apresentada à Conferência Nacional dos Bancários.

7 a 10/6: Encontros Nacionais de bancos públicos e privados e Conferência Nacional dos Bancários. Definição da pauta nacional dos bancários a ser negociada com a Fenaban e nas mesas espec íficas de bancos públicos e privadas com as propostas definidas nos Encontros Estaduais.

12/6: Após finalização da minuta de proposta de Convenção Coletiva de Trabalho Nacional de bancos públicos e privadois, texto é submetido à assembleia do SindBancários e aprovado por ampla maioria. As entidades sindicais ficam autorizadas a repsentar os bancários nas messas com a Fenaban e espcíficas de bancos públicos e privados, com uma proposta debatida e aprovada.

13/6: Entrega da minuta de Convenção Coletiva Nacional à Fenaban em São Paulo.

Ato de entrega da pauta de reivindicações dos bancários do RS e dos Banrisulenses

Sexta-feira, 15/6

12h: Entrega da Pauta de reivindicações dos(as) bancários na Associação dos Bancos no RS (Asbancos).

Rua dos Andradas, 1.234, 17º andar – Centro Histórico de Porto Alegre

Após entrega da pauta geral na Asbancos, concentração em frente à DG do Banrisul para Ato de Entrega da Pauta Específica dos Banrisulenses.

Rua Caldas Jr. 108, Centro Histórico de Porto Alegre.

14h: Entrega da pauta de reivindicações dos Banrisulenses à Diretoria do Banrisul, 4º andar da DG.

Prioridades da nossa proposta de reivindicações da Campanha Nacional de 2018

> Aumento real de 5% para os salários e demais verbas

> Defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com todos os direitos para todos os trabalhadores da categoria

> Manutenção da mesa única de negociações entre bancos públicos e privados

> Manutenção dos empregos, com a proibição das demissões em massa

> Garantir que nenhum bancário receba PLR menor em 2018

> Defesa dos bancos públicos

> Defesa da democracia

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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