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A verdadeira cultura do Santander

O fechamento da exposição de arte “Queer”, que estava no Santander Cultural de Porto Alegre e foi suprimida a partir da pressão, das ameaças e de manifestações exaltadas de grupos conservadores, é um ato de intolerância de um setor social a uma mostra artística que retrata uma realidade que costuma ser escondida pela sociedade. Mas não é só a hipocrisia social que se revela aí: trata-se do caráter repressivo de um banco que se esconde atrás de uma fachada de modernidade, enquanto trata seus empregados com autoritarismo e exploração.

Ao se submeter aos grupos conservadores, o banco de matriz espanhola não só autoriza a volta da Censura no Brasil, como mostra que seu apoio a arte e a cultura, na verdade não passa de um lance de “marketing” para o grande público. Enquanto esta instituição financeira bilionária, espalhada pelo mundo, finge dar grande apoio a arte, internamente ela segue explorando seus empregados, paga mal e pratica assédio moral ao impor metas abusivas para os bancários.

Ao aceitar a censura sobre a arte, o banco expõe a sua própria prática dentro de cada agência bancária, onde são frequentes os casos de preconceito e discriminação de bancários negros, LGBTs, pessoas com deficiência, colegas mulheres e outras chamadas minorias. Qualquer ato de intolerância não serve aos trabalhadores.

Vale ressaltar ainda que este caso de autoritarismo na exposição de arte também é consequência do clima de golpe institucional que o Brasil vem vivendo sob o desgoverno de Michel Temer, após o impeachment da presidenta Dilma em abril de 2016, por um Congresso majoritariamente corrupto.

O ato do Santander, ao cancelar a exposição artística, não surpreende o Sindicato e os seus trabalhadores. Todos conhecemos a verdadeira cultura do banco Santander.

Escrito por José Antonio Silva

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