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Assembleia dos bancários decide por ampla maioria participar de Dia Nacional de Paralisações contra ataques violentos a direitos desta quarta, 15/3

Os bancários da área de abrangência do SindBancários decidiram, em assembleia por ampla maioria na noite da segunda-feira, 13/3, participarem do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização contra a Reforma da Previdência (PEC 287), desta quarta-feira, 15/3. A decisão, com apenas um voto de abstenção, vem ao encontro da orientação de participação nos atos, movimentos e protestos, feito pela Centrais Sindicais desde janeiro passado. Além de participarem das paralisações, atos e mobilizações, os bancários também estão convocados a se somarem ao grande ato contra a Reforma da Previdência a partir das 17h, na Esquina Democrática (Andradas com Avenida Borges de Medeiros, Centro de Porto Alegre).

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, explicou o contexto social e político que pesa sobre os trabalhadores e que se apresentam sob a forma de Projetos de Lei que atacam direitos conquistados com muita luta. “A Reforma da Previdência é um dos ataques violentos que estamos sofrendo no contexto de golpe promovido pelo governo Temer. Querer tirar a nossa aposentadoria é muito grave. Mas o problema é que ainda temos a Reforma Trabalhista e a terceirização. Essa última o presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia, tirou da gaveta na semana passada e deve votar logo. Na verdade, estamos sofrendo um conjunto de ataques aos nosso direitos que visam acabar com carteira assinada, décimo terceiro e férias para aumentar lucro de grandes empresários, como os banqueiros”, enumerou Gimenis.

De fato, entre as maldades da PEC 287, a da Reforma da Previdência, está um absurdo. Em nome de um discurso mentiroso de modernização das relações de trabalho, o governo Temer propõe o fim da aposentadoria. Segundo uma das propostas do PL da previdência, a aposentadoria de homens e mulheres só ocorrerá aos 65 anos. E, para receber ao valor integral do benefício, os trabalhadores terão que trabalhar 49 anos sem ficar nenhum dia desempregado. “Eles querem acabar com aposentadoria. Pela proposta, ninguém vai conseguir se aposentar”, acrescentou o diretor de comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr.

O presidente Everton Gimenis também lembrou que um dos motivos importantes para a participação dos bancários é o ataque aos bancos públicos. O Banco do Brasil recentemente realizou uma reestruturação e tentou acabar com comissões legítimas dos bancários. Na Caixa, planos de aposentadoria e falta de reposição deixam os bancários e bancárias com excesso de trabalho. Essa dificuldade aumenta ante o crescimento vertiginoso de clientes nas agências para consultar e sacar valores de contas de FGTS. No caso do Banrisul, o alinhamento do governador José Ivo Sartori com o governo Temer é flagrante e ameaçador. Os dois, em conluio, tentam vender o Banrisul para rolar e aumentar a dívida global do Estado.

“Desde que o Temer assumiu não tem dia que não tenhamos notícia da tramitação de um projeto de lei nocivo aos trabalhadores. Os bancários precisam estar alertas e participarem dos dias de mobilização e paralisação como estes chamados pelas centrais. Esse conjunto de ataques aos nosso direitos tem o dedo dos banqueiros. Eles querem acabar com a nossa categoria”, disse Ginemis.

O presidente do Sindicato também alerta para a proposta do negociado sobre o legislado, contida na Reforma Trabalhista. “Com a terceirização, acabam com a carteira de trabalho, com a CLT e ainda dizem que temos que nos aposentar depois de morrer. É um absurdo, mas é isso mesmo. E tem ainda mais o negociado sobre o legislado. É como se dissessem que, além de trabalhar até morrer e sem aposentadoria, fôssemos para as mesas de negociação abrir mão de férias, 13º para manter o emprego”, finalizou Gimenis.

Crédito fotos: Anselmo Cunha

Fonte: Imprensa SindBancários

Written by Clóvis Victoria

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